Se há uma certeza na Terra, é que tudo chega a um fim. Impérios, dinastias, famílias, filmes, música., lápis de cor, pilhas. A História registra seus momentos mais marcantes em livros, mas existe um lugar que não interessa à História, que é o nosso universo particular.
Mas nosso universo particular é um tanto público. Existem pessoas que vivem dentro dele. Vivem ao redor dele. São afetados por ele. E existem aqueles que são o nosso universo particular.
Há um certo consenso de que todo final precisa de lágrimas. Precisa ser recebido com tristeza... Mas não é uma necessidade. É um fato. Se a gente gosta e acaba, bate aquele vazio - na cabeça, no coração, ou no estômago, como Nutella. Chega a dar depressão quando você vai naquele doce na geladeira e descobre que ele acabou.
O fim, para muitos "fins", é um meio. É um recomeço. É um conserto, uma chance, uma alternativa, uma possibilidade, um grito da vida. Reciclagem. O fim só exige uma coisa: ação. O que faremos depois? Porque apesar de "finito", nada é imutável. Mas se nos sentamos passivos, estamos abandonando a experiência da jornada. O fim sempre ensina alguma coisa, é preciso ter aprendido.
Um final feliz não necessariamente acaba com todo mundo rindo, mas com todos em paz. Enquanto houver aquela pergunta nunca feita, aquela resposta nunca pronunciada (que não fazem mais do que satisfazer uma mente inquieta), o fim sequer vai existir, a mente vai cismar em encaixar capítulos que ali não existem. Assim como a gente passa o dedo no copo de Nutella pra ter certeza absoluta de que acabou!
Não há história cujo fim não revele todos os segredos e dúvidas. E aí sim, quando isso acontece, o letreiro anuncia que você pode levantar da poltrona e fazer alguma outra coisa...

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